A primeira coisa que podemos dizer sobre a geração beat é a diferença dos outros movimentos que aparecem envolvidos com contracultura e não conformismo que envolve hippies, punks, yippies e outros grupos de rebeldes aparentemente sem causa. Afinal, quem não procurar saber, certamente acabará recebendo as velhas informações sempre erradas de que se trata apenas de encrenqueiros que não tem o que fazer. Não é!

A geração beatnik foi o primeiro movimento de contracultura de importância cultural e por que não dizer histórica. Por volta de 1948, o termo Beat Generation foi criado pelo escritor Jack Kerouac para indicar o círculo social do romancista John Clellon Holmes, que publicou um romance sobre a geração beat, em 1952 intitulado Go.
Em meados dos anos 50, um grupo de jovens intelectuais dos EUA, cansados de toda monotonia da vida ordenada e da idolatria à vida suburbana na América do pós-guerra, resolveram, regados a jazz, drogas, sexo livre e pé-na-estrada, fazer sua própria revolução cultural por meio da literatura, estava formada a geração beat.
A literatura beat trata do laço de amizade entre homens, da afetuosidade entre eles ou até sobre a tristeza da descoberta de que o amor e a paixão fenecem. O movimento beat teve grande influência nos movimentos contra culturais da década de 1960, os mentores do movimento beat foram, o poeta Allen Ginsberg autor de Howl (que seria a obra inaugural do movimento) e o escritor Jack Kerouac, ambos os autores são a grande referência para os jovens americanos, em especial os adeptos do movimento hippie.

Apesar das principais contribuições desta geração terem se dado na literatura, não é difícil identificar traços seus em outras artes, a criação espontânea, seguindo m ritmo mental, fluente, cheio de frases em movimento e a liberdade de uma poesia plena de imagens oníricas, surreais, liberta de qualquer padrão, com versos de cinco linhas sempre acrescentando ao que já se fez ao invés de rever, encontra paralelos no jazz bop de Charlie Parker, ato de criação contínuo em improvisos no palco e na pintura de Jackson Pollock, o expressionismo abstrato, aqueles quadros que mais parecem borrões sobre borrões, sem dúvidas o movimento beat teve influência de sobre na música de bandas como The Doors, Bob Dylan, Tom Petty, o psicodelismo regado a lsd, entre outros...
O Movimento no BrasilNo Brasil o movimento beat nos arremete aos anos 80, músicas de bandas como Legião Urbana, Cazuza, algumas experimentações do Ira! Nos dão o entendimento dos músicos ao movimento beat, Renato Russo cita On The Road (bíblia da geração beat, obra do escritor Jack Kerouac) em uma música da Legião Urbana, na poesia temos Chacal, Paulo Leminsk, Eduardo Galeano e os já citados Renato Russo e Cazuza. Nesse histórico marco cultural chamado geração beat é impossível não olhar as Influências diretas nos anos 60, 70 e 80.
Viva os “vagabundos iluminados” e suas teorias existenciais que não fizeram “mal nenhum” ao mundo, e que só serviu para enriquecer um pouco mais nossa cultura.
G.X.G.